O que você vai aprender

  • Entender o que há dentro de um arquivo .mm
  • Configurar salvamento automático e backups
  • Saber onde o Freeplane guarda cópias de recuperação
  • Recuperar um mapa depois de um travamento

Antes de começar

  • Ter criado e salvo pelo menos um mapa

Salvando e Formatos de Arquivo🔗

O formato .mm🔗

Um .mm é um arquivo XML de texto puro. Abra um num editor e verá algo assim:

<map version="freeplane 1.11.1">
  <node TEXT="Viagem ao Chile" ID="ID_1" CREATED="1690000000000" MODIFIED="1690000100000">
    <node TEXT="Transporte" POSITION="right" ID="ID_2">
      <icon BUILTIN="button_ok"/>
      <node TEXT="Passagem aérea" ID="ID_3"/>
    </node>
  </node>
</map>

Cada <node> tem um TEXT, um ID estável e carimbos de criação e modificação. Filhos são <node> aninhados. Ícones, estilos, atributos e notas viram elementos filhos.

As consequências práticas são boas:

  • Versionável: o git diff de um .mm é legível. Dá para versionar mapas com o mesmo cuidado que se versiona código.
  • Reparável: se o arquivo corromper, você abre no editor e conserta.
  • Duradouro: sem formato binário proprietário no caminho.
  • Processável: qualquer ferramenta de XML lê um .mm.
📦
Projeto exemplo exemplo.mm

Estrutura mínima de um mapa Freeplane

Salvando🔗

Ctrl+S salva; Ctrl+Shift+S salva como. O Freeplane pergunta antes de fechar um mapa modificado, e o título da janela mostra um asterisco enquanto há mudanças não gravadas.

Arquivo → Salvar tudo grava todos os mapas abertos de uma vez, o que é útil quando você trabalha com vários simultaneamente.

Salvamento automático🔗

Em Ferramentas → Preferências → Ambiente → Salvamento automático você controla:

  • Intervalo: de quantos em quantos segundos gravar (padrão 300s; 60s é mais tranquilo).
  • Número de arquivos de backup mantidos.
  • Diretório: onde as cópias vão.
  • Salvar apenas na pasta do mapa ou num diretório central.

O ponto crítico: o salvamento automático não grava o seu arquivo. Ele grava uma cópia num arquivo separado, com nome do tipo mapa.mm.autosave_1_.... Se você fechar sem salvar, o original continua como estava.

Salvamento automático é rede de segurança contra travamento, não substituto do Ctrl+S. O hábito de salvar continua sendo seu.

Recuperando depois de um travamento🔗

Quando o Freeplane cai, ele detecta as cópias de recuperação na inicialização seguinte e oferece abri-las. Se a oferta não vier:

  1. Localize o diretório de salvamento automático (o padrão fica em ~/.config/freeplane/<versão>/ no Linux, %APPDATA%\Freeplane\<versão>\ no Windows).
  2. Ordene por data e pegue o mais recente.
  3. Abra, confira o conteúdo e salve como o nome original.

Sempre confira antes de sobrescrever. Uma cópia de recuperação pode ser de meia hora antes.

Backups🔗

Além do salvamento automático, o Freeplane pode manter um .mm.bak com a versão anterior a cada gravação. A opção fica nas mesmas preferências.

Para trabalho sério, use Git. O formato XML foi feito para isso e o benefício é real: histórico completo, desfazer sem limite de sessão, e a possibilidade de ver o que mudou entre duas versões. Está detalhado em Versionamento com Git.

Mapas com arquivos anexos🔗

Um .mm pode referenciar imagens e outros arquivos. As referências são caminhos, e por padrão são absolutos — o que quebra assim que você move o mapa ou o envia para outra pessoa.

Duas soluções:

  1. Ative caminhos relativos nas preferências e guarde os arquivos numa subpasta ao lado do mapa.
  2. Use o formato .mmx ou empacote a pasta inteira num zip antes de compartilhar.

A primeira é a mais previsível e a que se recomenda por padrão.

Outros formatos que o Freeplane lê e escreve🔗

FormatoLeituraEscritaObservação
.mmNativo
.mmxMapa com arquivos embutidos
FreeMind .mmCompatível; recursos novos podem se perder
MindManager .mmap⚠️Importação razoável
XMind⚠️Via importação, com perdas
OPMLBom para trocar com outliners
MarkdownExportação de estrutura
HTML / PDF / PNG / SVGSaída para leitura

Exportação está detalhada em Exportando.

Erros comuns

  • Confiar no salvamento automático como se fosse salvamento
  • Mover um mapa com imagens sem ter ativado caminhos relativos
  • Editar um .mm num editor de texto com o Freeplane aberto — ao salvar, o programa sobrescreve suas mudanças
  • Guardar o único mapa importante numa pasta sem backup nenhum

Na prática🔗

  1. Abra um mapa e configure o salvamento automático para 60 segundos.
  2. Ative caminhos relativos nas preferências.
  3. Abra o .mm num editor de texto e localize um nó que você conhece.
  4. Mude o TEXT desse nó pelo editor, salve, e reabra no Freeplane.
  5. Confirme que a mudança apareceu.

Você aprendeu

  • .mm é XML de texto puro: versionável, reparável e duradouro
  • Salvamento automático grava uma cópia separada, não o seu arquivo
  • Caminhos relativos evitam que imagens quebrem ao mover o mapa
  • Git é o backup certo para mapas que importam

Perguntas para reflexão

  1. Que capacidades vêm de o .mm ser XML de texto puro?
  2. O salvamento automático grava o seu arquivo? O que ele grava?
  3. Por que caminhos relativos evitam imagens quebradas?
  4. Por que Git é um backup adequado para mapas, e não só um controle de versão?

Artigos relacionados

Referências🔗

  1. Freeplane — Working with mind map files
  2. Freeplane — Current Freeplane file format (arquivo)
  3. Freeplane — Document format (arquivo)