O que você vai aprender

  • Exportar um mapa para imagem, PDF e HTML
  • Escolher o formato certo para cada finalidade
  • Ajustar resolução, recorte e ramos dobrados
  • Conhecer as limitações de cada saída

Antes de começar

  • Ter um mapa razoavelmente preenchido para exportar

Exportando🔗

Mapas circulam. Nem todo mundo tem Freeplane instalado, e nem toda situação pede um arquivo editável. O menu Arquivo → Exportar cobre os casos.

Antes de qualquer coisa, vale a regra geral: o que está dobrado não é exportado. Se um ramo está fechado, ele sai fechado ou não sai. Abra tudo com Alt+End antes de exportar, a menos que o recorte seja intencional.

Imagem: PNG, JPEG, SVG🔗

Arquivo → Exportar → Como imagem.

  • PNG é o padrão sensato: sem perdas, com transparência, aceito em todo lugar.
  • JPEG só se o destino exigir; mapas têm bordas nítidas e o JPEG as suja.
  • SVG é vetorial — escala sem perder qualidade e o texto continua selecionável. É a melhor escolha para impressão ou para incorporar em documentos.

O diálogo permite escolher a escala. Para um mapa grande destinado a slide ou impressão, exporte a 200% ou 300%: em 100% o texto sai pequeno demais.

💡

Exportação para SVG resolve o problema de “o mapa ficou ilegível”. Como é vetorial, quem recebe pode dar zoom até onde quiser sem pixelar.

PDF🔗

Arquivo → Exportar → Como PDF gera um documento com o mapa desenhado.

O PDF do Freeplane é essencialmente a imagem do mapa numa página. Se o mapa for largo, ele será reduzido para caber — e um mapa de trezentos nós vira um borrão. Duas saídas:

  1. Filtre ou dobre o mapa antes, exportando só a parte relevante.
  2. Use Arquivo → Configurar página para escolher orientação paisagem e margens menores.

Para documentos de verdade, o caminho melhor é exportar para HTML ou Markdown e formatar de lá.

HTML🔗

Há duas exportações HTML, e a diferença importa:

  • Como HTML produz um documento com o mapa em forma de lista aninhada. Bom para ler, imprimir e colar em outros lugares. As notas dos nós entram no texto.
  • Como HTML com applet / mapa navegável produz uma página onde o mapa aparece desenhado e dobrável no navegador. Depende de recursos que nem todo navegador moderno suporta bem.

Para publicar na web em 2026, a primeira opção mais um pouco de CSS é o caminho confiável.

Markdown🔗

Arquivo → Exportar → Markdown converte a árvore em títulos e listas aninhadas. É a ponte natural para quem escreve em Obsidian, Zettlr, Hugo, Zola ou qualquer coisa baseada em texto.

O que se perde: ícones, cores, conectores, atributos. O que sobrevive: estrutura, texto e notas. Se o mapa foi feito como esqueleto de um texto, é exatamente o que você quer.

OPML🔗

OPML é o formato de intercâmbio dos outliners. Exporte por aqui para levar a estrutura ao Workflowy, Dynalist, OmniOutliner ou um leitor de feeds.

É também o formato de ida e volta mais confiável: o Freeplane lê e escreve OPML sem sustos.

Exportando só parte do mapa🔗

Três técnicas:

  1. Selecionar e exportar ramo: com um nó selecionado, alguns formatos oferecem exportar apenas o ramo.
  2. Filtrar antes: ligue um filtro e exporte — a exportação respeita o filtro em vários formatos.
  3. Copiar para um mapa novo: Ctrl+C no ramo, Ctrl+N, Ctrl+V, exporte o mapa novo.

A terceira é bruta mas nunca falha.

Tabela de decisão🔗

Preciso de…Formato
Colar num slidePNG a 200%
ImprimirSVG ou PDF paisagem
Publicar na webHTML
Continuar escrevendo em textoMarkdown
Levar para outro outlinerOPML
Que a pessoa edite o mapaO próprio .mm

Erros comuns

  • Exportar com ramos dobrados e só perceber depois que metade do conteúdo sumiu
  • Exportar PNG a 100% e receber de volta “não consigo ler”
  • Esperar que a exportação Markdown preserve cores e ícones
  • Mandar um PDF de mapa gigante em retrato, onde tudo vira uma faixa cinza

Na prática🔗

  1. Abra um mapa com pelo menos trinta nós.
  2. Pressione Alt+End para abrir todos os ramos.
  3. Exporte para PNG a 100% e a 300%; compare os dois.
  4. Exporte para SVG e abra no navegador; dê zoom.
  5. Exporte para Markdown e veja o que sobreviveu.

Você aprendeu

  • O que está dobrado não é exportado — abra tudo antes
  • SVG para qualidade, PNG para conveniência, Markdown para continuar escrevendo
  • Exportação para PDF é a imagem do mapa numa página, não um documento estruturado
  • OPML é a ponte confiável para outros outliners

Perguntas para reflexão

  1. Qual é a regra de exportação esquecida com mais frequência?
  2. Quando SVG é preferível a PNG?
  3. Por que o PDF do Freeplane não é um documento estruturado?
  4. Que formato usar para levar o conteúdo a outro outliner?

Artigos relacionados

Referências🔗

  1. Freeplane — Working with mind map files
  2. Freeplane — Export using XSLT
  3. Freeplane — Freeplane2PowerPoint (arquivo)