O que você vai aprender

  • Criar um nó criptografado dentro de um mapa comum
  • Criptografar um mapa inteiro
  • Entender o modelo de segurança e seus limites
  • Escolher entre a criptografia do Freeplane e alternativas

Antes de começar

  • Saber salvar e organizar mapas

Criptografia🔗

O Freeplane oferece dois níveis de proteção por senha: o nó criptografado, que protege um ramo dentro de um mapa comum, e o mapa criptografado, que protege o arquivo inteiro.

Ambos usam criptografia simétrica com senha — não há chaves públicas, nem múltiplos destinatários.

Nó criptografado🔗

É o caso mais usado: um mapa de trabalho normal, com um ramo que guarda algo sensível.

  1. Selecione o nó que será a raiz do ramo protegido.
  2. Editar → Nó → Criptografar/descriptografar nó (ou o item equivalente no menu de contexto).
  3. Defina a senha, duas vezes.

O nó passa a mostrar um cadeado. Todo o seu conteúdo — filhos, notas, atributos — é armazenado criptografado no .mm.

Clicar no cadeado pede a senha e abre o ramo pela sessão. Ele volta a fechar quando você fecha o mapa, ou com o mesmo comando de menu.

Enquanto o nó está aberto, o conteúdo está em memória e visível. Se você salvar o mapa com o nó aberto, ele continua criptografado no arquivo — mas alguém com acesso à sua tela vê tudo.

Mapa criptografado🔗

Arquivo → Salvar como e escolha o tipo de arquivo criptografado, ou use o comando de criptografar o mapa. O arquivo inteiro passa a exigir senha para abrir.

Quando usar cada um:

Nó criptografadoMapa criptografado
ProtegeUm ramoTudo
O resto do mapaLegível normalmenteInacessível
Busca alcança o conteúdoSó com o nó abertoSó com o mapa aberto
Bom paraSenhas dentro de um mapa de projetoUm mapa que é todo confidencial

O modelo de segurança, honestamente🔗

O que a criptografia do Freeplane :

  • Proteção contra quem pega o arquivo e o abre num editor de texto.
  • Proteção contra sincronização em nuvem: o provedor guarda bytes cifrados.
  • Separação dentro de um mapa que circula.

O que ela não dá:

  • Não é um gerenciador de senhas. Não há geração, preenchimento automático, auditoria de vazamento nem rotação. Para senhas, use KeePassXC, Bitwarden, pass ou equivalente.
  • Não protege contra a máquina comprometida. Com o nó aberto, o conteúdo está em memória e na tela.
  • Não há recuperação. Esqueceu a senha, o conteúdo se foi. Não existe backdoor nem redefinição.
  • Não é auditada como biblioteca criptográfica. É boa o bastante para uso pessoal; não é o que se escolhe para segredos de alto valor.

Não existe recuperação de senha. Anote a senha num gerenciador antes de criptografar qualquer coisa que importe.

Boas práticas🔗

  • Senha longa, não complicada. Uma frase de quatro palavras aleatórias vale mais que Xr7#p! e você lembra.
  • Guarde a senha fora do mapa, num gerenciador de senhas.
  • Faça backup do mapa criptografado. Corrupção em arquivo cifrado costuma ser irreparável — não dá para abrir num editor e consertar, como acontece com um .mm comum.
  • Cuidado com o salvamento automático: verifique se as cópias de recuperação também ficam criptografadas. Se não, elas são um vazamento silencioso.
  • Feche o nó antes de compartilhar a tela ou sair da máquina.
  • Versionamento: um nó criptografado muda por inteiro a cada gravação, então o Git guarda um blob novo toda vez. Funciona, mas o diff não diz nada e o repositório cresce.

Alternativas🔗

Conforme a necessidade:

NecessidadeFerramenta
Guardar senhasKeePassXC, Bitwarden, pass
Mapa inteiro confidencial no discoVolume LUKS, VeraCrypt, ou o próprio mapa criptografado
Mapa em nuvemCryptomator sobre a pasta sincronizada
Compartilhar com uma pessoaGPG sobre o .mm exportado
Uma seção sensível num mapa que circulaNó criptografado do Freeplane

A última linha é onde o recurso nativo é de fato a melhor escolha.

Erros comuns

  • Usar o Freeplane como gerenciador de senhas
  • Criptografar sem anotar a senha — o conteúdo é irrecuperável
  • Deixar o nó aberto e salvar, apresentar ou compartilhar a tela
  • Não conferir se o salvamento automático grava cópias em claro
  • Confiar num único arquivo criptografado, sem backup

Na prática🔗

  1. Crie um mapa de teste com três ramos.
  2. Criptografe um dos ramos com a senha teste-de-frase-longa.
  3. Salve, feche, e abra o .mm num editor de texto: confirme que o conteúdo do ramo está ilegível.
  4. Reabra no Freeplane, abra o nó, e verifique que a busca só alcança o conteúdo com o nó aberto.
  5. Confira onde ficam as cópias de salvamento automático e se estão cifradas.

Você aprendeu

  • Nó criptografado protege um ramo; mapa criptografado protege o arquivo
  • Não há recuperação de senha — anote antes num gerenciador
  • Conteúdo aberto está em memória e na tela; feche antes de compartilhar
  • Para senhas, use um gerenciador de senhas de verdade

Perguntas para reflexão

  1. Qual a diferença de escopo entre nó e mapa criptografado?
  2. Por que não existe recuperação de senha?
  3. Que ameaças o recurso não cobre?
  4. Onde a senha deveria estar registrada, e em que momento?

Artigos relacionados

Referências🔗

  1. Freeplane — Working with mind map files
  2. Freeplane — Security considerations (scripting)
  3. Freeplane — Vulnerabilidades corrigidas (arquivo)