O que você vai aprender

  • Criar links para páginas, arquivos e pastas
  • Ligar um nó a outro nó do mesmo mapa ou de outro
  • Desenhar conectores entre ramos distantes
  • Entender quando o mapa deixa de ser árvore e vira grafo

Antes de começar

  • Um mapa com pelo menos dois ramos desenvolvidos

Links e Conectores🔗

Um mapa mental é uma árvore, e árvores têm um limite: cada nó tem exatamente um pai, e não há como expressar “isto se relaciona com aquilo lá do outro lado”. O Freeplane resolve isso de três maneiras diferentes, e vale distinguir.

Um hiperlink aponta para fora: uma página, um arquivo local, uma pasta, um e-mail.

Ctrl+K abre o diálogo. Cole a URL ou escolha um arquivo. O nó ganha um ícone de link e um clique nele abre o destino no programa apropriado.

Tipos que funcionam:

DestinoExemplo
Página webhttps://www.freeplane.org
Arquivo local/home/ana/docs/contrato.pdf
Pasta/home/ana/projetos/
E-mailmailto:ana@exemplo.org
Outro mapaoutro-mapa.mm

Caminhos relativos são a diferença entre um mapa que viaja e um que quebra. Nas preferências, ative o uso de caminhos relativos e guarde os arquivos referenciados numa subpasta ao lado do .mm. Assim a pasta inteira pode ir para outro computador.

Um link pode apontar para outro nó, no mesmo mapa ou em outro. Clicar nele salta a seleção para o destino.

Para criar:

  1. Selecione o nó de destino e use Editar → Copiar → Copiar ID do nó (ou Ctrl+Shift+K, conforme a versão).
  2. Vá ao nó de origem e cole como link com Ctrl+Shift+K / Editar → Link → Colar como link.

Alguns fluxos oferecem um caminho mais direto: selecione origem e destino (Ctrl+clique) e use Editar → Link → Adicionar link local.

Links internos são o que permite montar um zettelkasten dentro do Freeplane: notas atômicas ligadas umas às outras sem hierarquia forçada.

💡

Cada nó tem um ID estável no arquivo .mm. Links internos usam esse ID, e não a posição — mover o nó de lugar não quebra o link.

Conectores🔗

O conector é a linha desenhada entre dois nós. Ele não é navegação: é uma afirmação visual de que existe uma relação.

Para criar: selecione os dois nós (Ctrl+clique no segundo) e pressione Ctrl+L, ou use Editar → Conectar.

O conector aceita:

  • Rótulo — o texto que descreve a relação (depende de, contradiz, financia);
  • Cor e espessura;
  • Estilo de linha — sólida, tracejada, pontilhada;
  • Setas em uma ou nas duas pontas;
  • Curvatura — arraste os pontos de controle para desviar de outros nós.

Clique com o botão direito sobre o conector para chegar às opções. Rótulos são o que faz o conector valer: uma linha sem rótulo diz que há relação, mas não qual.

Quando o mapa vira grafo🔗

Com conectores e links internos, o mapa deixa de ser uma árvore e passa a ser um grafo dirigido desenhado sobre uma árvore. Isso é poderoso e perigoso na mesma medida.

Poderoso porque relações cruzadas são o que existe de verdade: uma tarefa depende de outra em ramo diferente, um conceito contradiz outro, uma fonte sustenta três argumentos.

Perigoso porque um mapa com quarenta conectores atravessando a tela é ilegível. Três defesas:

  1. Limite o número. Se um mapa precisa de muitos conectores, provavelmente a hierarquia está errada — o que deveria estar junto está separado.
  2. Use filtros. Filtrar o mapa esconde os nós e, com eles, os conectores irrelevantes.
  3. Prefira links a conectores quando a relação não precisa ser vista, só percorrida.

Erros comuns

  • Caminhos absolutos em links de arquivo: o mapa quebra ao mudar de máquina
  • Conectores sem rótulo, que informam que há relação mas não qual
  • Usar conector onde o certo seria reorganizar a hierarquia
  • Links para outro mapa com caminho absoluto, que quebram junto com a pasta

Na prática🔗

  1. Num mapa de projeto, crie um hiperlink de uma tarefa para o documento correspondente.
  2. Ative caminhos relativos e mova a pasta inteira para outro lugar; confirme que o link ainda abre.
  3. Crie um conector entre duas tarefas de ramos diferentes e rotule-o depende de.
  4. Crie um link interno de um nó de resumo para o nó detalhado correspondente.
  5. Conte os conectores do mapa; se passar de cinco, pergunte se a hierarquia está certa.

Você aprendeu

  • Hiperlink aponta para fora; link interno salta para outro nó; conector desenha uma relação
  • Caminhos relativos são o que permite mover ou compartilhar a pasta do mapa
  • Links internos usam o ID do nó e sobrevivem a mudanças de posição
  • Conector sem rótulo é informação pela metade

Perguntas para reflexão

  1. Qual a diferença entre hiperlink, link interno e conector?
  2. Por que links internos sobrevivem à reorganização do mapa?
  3. O que caminhos relativos permitem que os absolutos não permitem?
  4. Por que um conector sem rótulo é informação pela metade?

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Referências🔗

  1. Freeplane — Scripting: links
  2. Freeplane — Bookmarks
  3. Freeplane — External objects (arquivo)