O que você vai aprender

  • Instalar o Freeplane no seu sistema operacional
  • Entender por que o Java importa e qual versão usar
  • Resolver os erros mais comuns de primeira execução
  • Saber onde ficam os arquivos de configuração do usuário

Instalação🔗

O Freeplane é um aplicativo Java, e essa única característica explica quase tudo sobre sua instalação: ele roda igual nos três sistemas operacionais, os mapas são compatíveis entre eles, e o principal ponto de atrito é a versão do Java disponível na máquina.

Freeplane 1.11+ (versões anteriores funcionam, mas algumas telas mudaram de lugar)

Java: o que você precisa saber🔗

O Freeplane exige um Java Runtime Environment instalado. As versões recentes pedem Java 11 ou superior; as mais novas recomendam Java 17.

Duas boas notícias reduzem o problema:

  • Os instaladores para Windows e macOS já incluem um Java próprio. Você não precisa instalar nada além.
  • No Linux, a maioria das distribuições resolve a dependência automaticamente ao instalar pelo gerenciador de pacotes.

O caso em que o Java aparece é o do arquivo .zip portátil, que não traz runtime embutido.

Linux🔗

A forma mais simples é o gerenciador de pacotes da distribuição:

# Debian, Ubuntu e derivados
sudo apt install freeplane

# Fedora
sudo dnf install freeplane

# Arch Linux (AUR)
yay -S freeplane

# openSUSE
sudo zypper install freeplane

Alternativas independentes da distribuição:

# Flatpak
flatpak install flathub org.freeplane.App

# Snap
sudo snap install freeplane

A versão dos repositórios costuma estar atrasada em relação à oficial. Se precisar da mais recente, baixe o .zip do site oficial:

# baixe o arquivo em freeplane.org, depois:
unzip freeplane-*.zip -d ~/apps/
cd ~/apps/freeplane-*/
chmod +x freeplane.sh
./freeplane.sh

Nesse caso você precisa do Java instalado:

sudo apt install default-jre     # Debian/Ubuntu
sudo dnf install java-17-openjdk # Fedora
java -version                    # confirme que respondeu

Windows🔗

Baixe o instalador .exe no site oficial e execute. Ele inclui o Java necessário e cria os atalhos.

Se preferir não instalar, existe a versão portátil em .zip: descompacte em qualquer pasta — inclusive num pendrive — e execute freeplane.exe. Nada é gravado no registro do sistema.

macOS🔗

Baixe o .dmg e arraste o Freeplane para a pasta Aplicativos.

Na primeira execução o macOS provavelmente bloqueará o aplicativo, por ele não vir da App Store. Para liberar: clique com o botão direito no ícone, escolha Abrir e confirme no diálogo. Basta fazer isso uma vez.

Erros comuns

  • Instalar o JDK quando bastaria o JRE — funciona, mas ocupa muito mais espaço sem benefício
  • Usar a versão do repositório e estranhar a ausência de um recurso recente; confira a versão em Ajuda > Sobre
  • Descompactar o .zip numa pasta sem permissão de escrita, impedindo o Freeplane de salvar preferências

Primeira execução🔗

Ao abrir pela primeira vez, o Freeplane exibe um mapa de exemplo. Vale percorrê-lo: ele já demonstra dobramento, ícones e formatação.

Recomendo dois ajustes imediatos em Ferramentas > Preferências:

  • Ambiente > Idioma: escolha Português (Brasil) se ele não tiver detectado automaticamente.
  • Ambiente > Salvamento automático: confira o intervalo. O padrão salva uma cópia de recuperação periodicamente, o que já salvou muita gente.

Onde ficam seus arquivos🔗

Saber isto é essencial para backup e para migrar de máquina:

SistemaDiretório do usuário
Linux~/.config/freeplane/1.11.x/
Windows%APPDATA%\Freeplane\1.11.x\
macOS~/Library/Preferences/freeplane/1.11.x/

Dentro dele ficam preferências, atalhos personalizados, modelos, add-ons instalados e scripts. Este diretório é o que você deve copiar ao trocar de computador — os arquivos .mm dos seus mapas ficam onde você os salvou, separadamente.

Note que o número de versão faz parte do caminho: ao atualizar para uma versão maior, o Freeplane cria um diretório novo e oferece importar as configurações antigas.

Verificando a instalação🔗

  1. Abra o Freeplane.
  2. Vá em Ajuda > Sobre e confira a versão.
  3. Crie um mapa novo com Ctrl+N.
  4. Digite um título no nó raiz e pressione Insert para criar um filho.
  5. Salve com Ctrl+S em algum lugar e confirme que o arquivo .mm apareceu.

Se chegou até aqui, está tudo funcionando.

Você aprendeu

  • O Freeplane é Java; os instaladores de Windows e macOS já trazem o runtime
  • No Linux, prefira o gerenciador de pacotes; use o .zip quando precisar da versão mais recente
  • A versão portátil roda de pendrive sem instalar nada
  • O diretório de configuração do usuário é o que precisa entrar no seu backup

Perguntas para reflexão

  1. Por que o Freeplane depende de Java, e o que os instaladores de Windows e macOS mudam nisso?
  2. Quando o .zip é preferível ao pacote da distribuição, no Linux?
  3. O que a versão portátil resolve, e o que ela custa?
  4. Que diretório precisa entrar no seu backup, e o que se perde sem ele?

Artigos relacionados

Referências🔗

  1. Freeplane — Getting started
  2. Freeplane — Distributions
  3. Freeplane — downloads (SourceForge)
  4. Freeplane — Instalação no Ubuntu (arquivo)
  5. Freeplane — Linux (arquivo)
  6. Freeplane — Macintosh (arquivo)