O que você vai aprender

  • Preparar o projeto antes de exportar
  • Escolher formato e parâmetros adequados ao destino
  • Verificar o resultado antes de compartilhar

Antes de começar

  • Uma faixa arranjada do início ao fim

Seu Primeiro Export🔗

Duração estimada: 20 minutos

Passo 1: conferir o master🔗

Toque a faixa inteira observando o medidor do canal master no FX Mixer.

Se ele acender vermelho em algum momento, o sinal está estourando. A correção certa:

  1. Identifique qual seção estoura — normalmente o refrão, onde todos os elementos tocam.
  2. Baixe os canais individuais, não o master.
  3. Repita até o pico ficar abaixo do topo com alguma folga.

Estouro no master vira distorção gravada no arquivo, e não há como remover depois. Deixe pelo menos 3 dB de folga antes de exportar — a masterização precisa desse espaço.

Passo 2: ajustar o fim🔗

O LMMS exporta até o fim do último bloco. Se o seu reverb tem cauda longa, ela será cortada.

Solução: adicione um bloco vazio na última trilha, um ou dois compassos depois do fim real, para dar espaço à cauda.

Passo 3: escolher formato🔗

DestinoFormatoParâmetros
Arquivo de trabalho, masterizaçãoWAV44.1 kHz, 24 bits
Publicar em plataformaWAV ou FLAC44.1 kHz, 16 ou 24 bits
Mandar para alguém ouvirOGG ou MP3192 kbps
Rascunho rápidoOGG128 kbps

Passo 4: qualidade de renderização🔗

No diálogo de exportação:

  • Interpolação: escolha a melhor qualidade disponível para o render final
  • Oversampling: 2x para o final; 1x para rascunhos

Isso reduz o aliasing — aquele chiado metálico em sons agudos e brilhantes. A exportação demora mais, mas o resultado é audivelmente mais limpo em leads e pratos.

Passo 5: exportar🔗

  1. Arquivo > Exportar, ou Ctrl+E.
  2. Escolha o nome e a pasta.
  3. Selecione formato e parâmetros.
  4. Aguarde. O LMMS renderiza mais rápido que o tempo real na maioria dos projetos.

Passo 6: verificar🔗

Antes de compartilhar, ouça o arquivo exportado — não o projeto:

  • A faixa começa e termina onde deveria
  • Nenhum estalo ou distorção
  • A cauda do reverb não foi cortada
  • O volume geral é comparável a outras faixas do gênero
  • Nada sumiu em relação ao que você ouvia no LMMS

Ouça em pelo menos dois sistemas diferentes: fone e caixa pequena, por exemplo.

💡

Compare seu export com uma faixa comercial do mesmo gênero, ajustando o volume das duas para o mesmo nível percebido antes de comparar. Sem esse ajuste, a faixa mais alta sempre parece melhor, e a comparação não diz nada sobre a mixagem.

Passo 7: exportar trilhas separadas🔗

Se a faixa vai ser mixada ou masterizada por outra pessoa, use Arquivo > Exportar trilhas: um arquivo por trilha, todos com a mesma duração e alinhados.

Erros comuns

  • Exportar com o master estourando
  • Cortar a cauda do reverb por não estender o fim do projeto
  • Verificar o resultado só no mesmo fone em que a faixa foi feita
  • Exportar em MP3 e usar esse arquivo como fonte para masterizar

Você aprendeu

  • Deixe pelo menos 3 dB de folga no master antes de exportar
  • Estenda o fim do projeto para não cortar a cauda do reverb
  • Interpolação e oversampling altos reduzem aliasing no render final
  • Sempre ouça o arquivo exportado, em mais de um sistema

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Perguntas para reflexão

  1. Por que exportar em WAV e depois converter é diferente de exportar direto em MP3?
  2. O que a taxa de amostragem e a profundidade de bits determinam no arquivo final?
  3. Por que um projeto que soa bem no LMMS pode clipar no arquivo exportado?

Referências🔗

  1. LMMS — Exporting
  2. EBU R 128 — Loudness normalisation and permitted maximum level of audio signals