O que você vai aprender

  • Escolher o formato de exportação certo para cada destino
  • Entender taxa de amostragem, profundidade de bits e taxa de bits
  • Usar a exportação por trilhas para levar o projeto a outra DAW

Exportação e Formatos de Áudio🔗

Exportar é renderizar o projeto num arquivo de áudio. No LMMS: Arquivo > Exportar, ou Ctrl+E.

Os formatos🔗

FormatoCompressãoQuando usar
WAVNenhumaMasterização, arquivamento, envio para outra DAW
FLACSem perdasArquivamento com metade do tamanho do WAV
OGG VorbisCom perdasDistribuição livre de patentes, boa qualidade
MP3Com perdasCompatibilidade universal

Nem todo build do LMMS exporta MP3. O codificador LAME não é distribuído junto em várias plataformas por questões de licenciamento. Se a opção não aparecer na sua instalação, exporte em WAV e converta com FFmpeg ou Audacity.

Os parâmetros🔗

Taxa de amostragem🔗

Quantas medições por segundo. 44.100 Hz é o padrão de CD e o destino da maior parte da música. 48.000 Hz é o padrão de vídeo.

Exportar em 96.000 Hz para depois publicar em plataformas que reamostram para 44.100 não traz benefício audível e dobra o tamanho.

Profundidade de bits🔗

Quantos bits descrevem cada amostra. 16 bits é o padrão de distribuição; 24 bits dá margem extra para processamento posterior.

Se o arquivo ainda vai passar por masterização em outro programa, exporte em 24 bits.

Taxa de bits (só formatos com perdas)🔗

TaxaUso
128 kbpsRascunho, demonstração rápida
192 kbpsCompartilhamento casual
320 kbpsQualidade máxima para distribuição

Interpolação e oversampling🔗

O diálogo de exportação oferece qualidade de interpolação e nível de oversampling. Valores mais altos reduzem aliasing — o chiado metálico que aparece em sintetizadores com muitos harmônicos — ao custo de tempo de renderização.

💡

Para o render final, use interpolação sinc de melhor qualidade e oversampling 2x. A exportação demora mais, mas leads e dentes de serra agudos ficam visivelmente mais limpos. Para rascunhos, deixe no mínimo.

Exportar trilhas separadas🔗

Arquivo > Exportar trilhas gera um arquivo por trilha, todas com o mesmo comprimento e alinhadas no tempo. É o formato de entrega para:

  • Levar o projeto para outra DAW sem perder o arranjo
  • Mandar stems para alguém mixar
  • Reprocessar uma parte isolada

Loudness e o master🔗

O LMMS não tem medidor de LUFS embutido. Para checar a intensidade percebida do resultado, exporte em WAV e analise no Audacity ou com ffmpeg -af loudnorm -f null -.

Alvos usuais de plataforma ficam em torno de -14 LUFS integrados; masterizar muito mais alto que isso só faz a plataforma reduzir o volume, com o dinamismo já sacrificado.

Erros comuns

  • Exportar com o master estourando — a distorção fica gravada no arquivo
  • Exportar em MP3 128 kbps e usar esse arquivo como fonte para masterização
  • Esquecer de ajustar o marcador de fim e cortar a cauda do reverb
  • Renderizar em 96 kHz por achar que "mais é melhor" e apenas dobrar o tamanho

Na prática🔗

  1. Ajuste o marcador de fim para depois da última nota, com folga para a cauda.
  2. Exporte em WAV 24 bits com interpolação de melhor qualidade.
  3. Exporte a mesma música em OGG 192 kbps e compare o tamanho.
  4. Use Exportar trilhas e confira que todos os arquivos têm a mesma duração.

Você aprendeu

  • WAV e FLAC preservam tudo; OGG e MP3 comprimem com perdas
  • 44.1 kHz / 16 bits para distribuição; 24 bits se ainda haverá processamento
  • Interpolação e oversampling altos reduzem aliasing no render final
  • Exportar trilhas separadas é o caminho para levar o projeto a outra DAW

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Exportar não é o mesmo que renderizar em tempo real. O LMMS processa o projeto o mais rápido que o processador permitir, então um projeto que estala durante a reprodução pode exportar perfeitamente limpo — o estalo era falta de CPU em tempo real, não um problema do áudio.

Referências🔗

  1. LMMS — Exporting
  2. EBU R 128 — Loudness normalisation and permitted maximum level of audio signals