Colaboração e Versionamento
Trabalhar em projetos do LMMS com mais gente sem perder trabalho.
O que você vai aprender
- Montar um repositório Git adequado a projetos do LMMS
- Trocar material com colaboradores sem quebrar caminhos
- Escolher entre trocar projeto ou trocar stems
Antes de começar
- Noções básicas de Git
- Entender a estrutura do arquivo de projeto
Colaboração e Versionamento🔗
Duração estimada: 40 minutos
O problema🔗
Projetos do LMMS referenciam samples por caminho absoluto e dependem de plugins instalados no sistema. Um .mmpz que abre perfeitamente na sua máquina pode abrir mudo e sem efeitos na de outra pessoa.
Estrutura de repositório🔗
minha-faixa/
├── .gitignore
├── README.md # BPM, tonalidade, dependências, o que falta
├── projeto/
│ ├── faixa.mmp # versionado, descomprimido
│ └── faixa.mmpz # ignorado
├── assets/
│ ├── samples/ # todos os samples usados, caminhos relativos
│ └── presets/
├── stems/ # exports por trilha
└── mixes/ # versões exportadas, com data
.gitignore:
*.mmpz
mixes/*.wav
*.bakCaminhos relativos🔗
O ponto crítico: os samples precisam estar dentro do repositório e ser carregados de lá. Use o script de coleta de assets para converter um projeto existente:
./coleta-assets.sh faixa.mmpz assets/samples
Depois disso, o projeto abre em qualquer máquina que tenha o repositório clonado.
Fluxo de trabalho🔗
# começar uma sessão
git pull
zcat projeto/faixa.mmp > /dev/null # confere integridade
lmms projeto/faixa.mmp
# ao terminar
git add projeto/faixa.mmp assets/
git commit -m "leads: reescreve a melodia do segundo refrão"
git pushTrocar projeto ou trocar stems🔗
| Situação | O que trocar |
|---|---|
| Duas pessoas produzindo juntas | Projeto completo no Git |
| Alguém vai mixar | Stems (exportar trilhas) |
| Alguém vai masterizar | Mixagem final em WAV 24 bits |
| Alguém toca uma parte | Referência em WAV, recebe a gravação |
| Colaborador usa outra DAW | Stems ou MIDI |
Trocar stems elimina todos os problemas de dependência: um WAV soa igual em qualquer lugar.
Preparando stems🔗
Arquivo > Exportar trilhas gera um arquivo por trilha, todos com o mesmo comprimento, começando no compasso 1.
Convenções que facilitam a vida de quem recebe:
- Nomeie as trilhas antes de exportar — os arquivos herdam os nomes
- Exporte em WAV 24 bits
- Retire o processamento de master antes
- Envie junto um arquivo de texto com BPM, tonalidade e a mixagem de referência
Conflitos no Git🔗
XML não faz merge bem. Dois colaboradores editando o mesmo projeto simultaneamente vão gerar conflitos difíceis de resolver à mão.
Estratégias:
- Turnos: uma pessoa por vez, com o Git servindo de histórico e não de merge.
- Divisão por arquivo: cada pessoa trabalha num projeto separado — um faz a bateria, outro a harmonia — e a junção acontece por stems.
- Branches por seção, com junção manual.
A opção 2 é a que funciona melhor na prática.
Escreva no README o BPM, a tonalidade e a lista de plugins externos logo no primeiro commit. Parece burocracia até a primeira vez que alguém abre o projeto, não tem o Calf instalado, e passa uma hora achando que o problema é outro.
Erros comuns
- Versionar o `.mmpz` e ter um repositório inchado com diffs inúteis
- Enviar o projeto sem os samples
- Duas pessoas editando o mesmo `.mmp` ao mesmo tempo
- Exportar stems com o processamento de master ativo
Você aprendeu
- Versione o
.mmpdescomprimido e ignore o.mmpz - Samples precisam morar dentro do repositório para o projeto ser portátil
- Trocar stems elimina todos os problemas de dependência
- XML não faz merge: divida o trabalho por arquivo, não por seção do mesmo arquivo