O que você vai aprender

  • Rotear trilhas para canais e nomear os canais
  • Montar cadeias de efeitos e controlar a ordem em que agem
  • Criar envios entre canais para efeitos compartilhados

FX Mixer🔗

O FX Mixer apresenta uma coluna por canal. O canal 0 é o master; os demais recebem o áudio das trilhas.

FX Mixer com canais nomeados e uma cadeia de efeitos aberta

Roteando uma trilha🔗

Na janela do instrumento, o campo FX define para qual canal a trilha envia o áudio. Alternativamente, botão direito no cabeçalho da trilha traz a opção de atribuição.

Várias trilhas podem apontar para o mesmo canal, formando um subgrupo.

Anatomia de um canal🔗

De cima para baixo:

  • Nome, editável com clique duplo
  • Medidor de nível
  • Controle deslizante de volume
  • Cadeia de efeitos, com botão para adicionar
  • Botões de mudo e solo
  • Painel de envios para outros canais

Cadeia de efeitos🔗

Clique em Adicionar efeito para abrir a lista, que inclui os efeitos nativos do LMMS, plugins LADSPA instalados no sistema e, onde disponível, VST via VeSTige.

Cada efeito na cadeia tem:

  • Botão de energia para ativar e desativar
  • Controle Wet/Dry, que mistura o sinal processado com o original
  • Botão de configuração, que abre a janela do plugin
  • Setas para reordenar
💡

A ordem importa muito. Um compressor antes de um reverb comprime o instrumento e depois adiciona espaço; depois do reverb, ele comprime a cauda do reverb junto, produzindo um som mais denso e menos natural. A ordem convencional é: EQ corretivo → compressor → EQ criativo → modulação → reverb/delay.

Envios🔗

O painel de envios permite mandar uma porção do sinal de um canal para outro. O uso clássico:

  1. Escolha um canal vazio, digamos o 10, e nomeie-o “Reverb”.
  2. Coloque um ReverbSC nele com Wet/Dry totalmente molhado.
  3. Nos canais dos instrumentos, abra um envio para o canal 10 e ajuste a quantidade.

Agora todos os instrumentos compartilham o mesmo espaço acústico, com um único reverb processando.

Não crie um ciclo de envios — canal 5 enviando para o 10 e o 10 de volta para o 5. O LMMS bloqueia parte desses casos, mas roteamentos circulares complexos podem produzir realimentação e travar o áudio.

Fluxo de trabalho de mixagem🔗

  1. Rebaixe tudo antes de subir qualquer coisa: comece com todos os canais em volume moderado.
  2. Ajuste o equilíbrio bruto só com volume, sem efeito nenhum.
  3. Só então acrescente EQ para resolver conflitos de faixa.
  4. Compressão depois, para controlar dinâmica.
  5. Espaço (reverb, delay) por último, sempre por envio.

Erros comuns

  • Deixar todas as trilhas no canal master e não conseguir processar grupos
  • Colocar reverb como insert em cada canal e derrubar o desempenho
  • Mixar com solo ligado e esquecer que o contexto é a mixagem inteira

Na prática🔗

  1. Crie quatro trilhas e distribua-as entre dois canais.
  2. Nomeie os canais e ajuste o equilíbrio só com volume.
  3. Adicione um equalizador no primeiro canal e corte os graves de um instrumento agudo.
  4. Monte um canal de reverb dedicado e envie os dois canais para ele.

Você aprendeu

  • Cada trilha aponta para um canal do mixer; várias podem compartilhar o mesmo canal
  • A ordem dos efeitos na cadeia muda o resultado sonoro
  • Envios permitem compartilhar um reverb ou delay entre vários canais
  • Mixe primeiro só com volume, depois EQ, depois compressão, e espaço por último

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Referências🔗

  1. LMMS — FX Mixer