Otimização de CPU
Manter projetos grandes rodando sem falhas de áudio.
O que você vai aprender
- Identificar o que está consumindo processamento no projeto
- Aplicar bounce e outras técnicas de redução de carga
- Configurar o sistema para melhor desempenho de áudio
Antes de começar
- Um projeto grande, com muitas trilhas e efeitos
Otimização de CPU🔗
Duração estimada: 35 minutos
Falhas de áudio — estalos, cortes, travadas — aparecem quando o LMMS não consegue calcular o próximo bloco de áudio a tempo. As causas são poucas e identificáveis.
Passo 1: identificar o culpado🔗
Método direto: silencie tudo e vá reativando trilha por trilha, observando quando as falhas começam.
Os suspeitos habituais, em ordem:
| Fonte | Custo típico |
|---|---|
| ZynAddSubFX, especialmente PADsynth | Muito alto |
| Reverbs como insert em muitos canais | Alto |
| Plugins VST | Alto e imprevisível |
| Polifonia elevada em qualquer sintetizador | Alto |
| Muitos osciladores com oversampling | Médio |
| Sample Tracks | Baixo |
Passo 2: aumentar o buffer🔗
Editar > Configurações > Áudio. Dobrar o buffer costuma resolver imediatamente, ao custo de latência — irrelevante enquanto você não estiver tocando ao vivo.
Passo 3: bounce🔗
A técnica mais eficaz. Consiste em transformar trilhas prontas em áudio:
- Silencie tudo exceto as trilhas a serem convertidas.
Arquivo > Exportarpara um WAV.- Crie uma Sample Track e importe esse WAV no compasso 1.
- Desative (não apague) as trilhas originais.
Um Sample Track custa uma fração do que custam cinco sintetizadores com efeitos.
Nunca apague as trilhas originais depois do bounce — apenas desative. Você inevitavelmente vai querer mudar alguma coisa naquela parte, e refazer do zero um som que você já tinha construído é a forma mais desmoralizante de perder uma tarde.
Passo 4: reduzir polifonia🔗
Muitos instrumentos permitem limitar quantas notas soam simultaneamente. Um baixo monofônico não precisa de 32 vozes; limitá-lo a 1 ou 2 reduz o custo proporcionalmente.
Passo 5: efeitos por envio🔗
Trocar dez reverbs de insert por um único canal de envio reduz o custo do reverb em 90%. Vale para delay também.
Passo 6: desativar o que não soa🔗
Trilhas silenciadas continuam sendo processadas em algumas situações. Use o botão de energia da trilha, que a desativa de fato, em vez do botão de mudo.
Passo 7: configurar o sistema🔗
Linux🔗
# permitir prioridade de tempo real ao seu usuário
# em /etc/security/limits.d/audio.conf:
@audio - rtprio 95
@audio - memlock unlimited
# adicionar seu usuário ao grupo audio
sudo usermod -aG audio $USER
# verificar o governor de CPU (performance evita oscilação de clock)
cat /sys/devices/system/cpu/cpu0/cpufreq/scaling_governor
Reinicie a sessão depois de alterar os limites.
Geral🔗
- Feche navegadores e programas pesados durante a produção
- Desative economia de energia agressiva em notebooks
- Evite trabalhar com a bateria em modo de economia
Passo 8: dividir o projeto🔗
Em faixas muito grandes, trabalhe por seções em projetos separados e junte os exports no final. Menos elegante, mas resolve.
Erros comuns
- Apagar as trilhas originais depois do bounce
- Deixar o buffer no mínimo durante a composição
- Manter reverbs como insert em cada canal
- Culpar o LMMS por falhas causadas pelo governor de CPU
Você aprendeu
- Identifique o culpado silenciando tudo e reativando trilha por trilha
- Aumentar o buffer resolve a maior parte dos casos durante a composição
- Bounce converte trilhas prontas em áudio e é a técnica de maior impacto
- No Linux, prioridade de tempo real e governor performance fazem diferença real
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Perguntas para reflexão
- Por que o tamanho do buffer troca latência por estabilidade?
- Que tipo de plugin costuma dominar o consumo de CPU num projeto de LMMS?
- Quando congelar ou exportar uma faixa é melhor do que otimizar o plugin?